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Inaugurado Museu que conta a história da Medicina paranaense - 29.01.2019

A Santa Casa de Curitiba e a Associação Médica do Paraná (AMP) inauguraram no último dia 28, o Museu da História da Medicina do Paraná, o primeiro dos 73 museus de Curitiba e dos 302 do Paraná dedicado a contar a história desta profissão que marcou a trajetória da nossa sociedade desde o século XIX.

O espaço em que fica à mostra todo o acervo é, por si só, história viva. Fundado em 1880, o Hospital de Caridade da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, contou com a presença do então imperador Dom Pedro II na abertura. Começou a ser construído em 1866 e, embora fosse considerado um grande hospital na época, contava com apenas 160 leitos.

Na parte mais antiga do hospital, preservada pelo patrimônio histórico e recentemente restaurada, estão expostas algumas das 35 mil peças que compõe o acervo da Santa Casa/AMP, entre elas equipamentos e instrumentais doados por médicos, periódicos, diplomas, fotos e documentos.

Entre os espaços que podem ser conhecidos pelos visitantes estão a farmácia, com armários e frascos de medicamentos ainda lacrados e uma curiosa placa em que se lê “Pharmacia”, na grafia antiga; a capela; e o sótão, que apresentará um simulacro da sala de enfermagem e de um centro cirúrgico antigos.

O ponto alto da visita tem ainda um elevador do século XIX, o mais antigo equipamento em funcionamento em Curitiba, e o maquinário do relógio situado na torre da Santa Casa – esse relógio, fabricado na Alemanha em 1877, está inativo, mas deve voltar a funcionar em breve.

Os visitantes também conhecerão um pouco mais da história da cidade e de figuras ilustres como a dos médicos Dr. Murici, Dr. Vitor Ferreira do Amaral, Dr. Nilo Cairo e do farmacêutico André de Barros, que hoje dão nome a vias importantes de Curitiba.

Vários itens do acervo tem destaque especial, como, um “pulmão de aço”, equipamento que pesa quase meia tonelada e era utilizado em pacientes com insuficiência respiratória por conta da poliomielite, utilizado até meados do século passado no mundo todo.

Dentro dessa máquina, também conhecida como “ventilador de pressão negativa”, e criado na década de 1920 pelo professor Philip Drinker, os pacientes eram colocados numa câmara selada por uma porta de cilindro de metal, podendo mover apenas a cabeça e o pescoço. Para combater a solidão dos pacientes, alguns hospitais chegaram a instalar espelhos que aumentavam o campo de visão, a partir dos anos 1950.

O Dr. Ehrenfried Wittig, diretor de Museu da AMP, destaca que essa iniciativa possibilitará às novas gerações ter ao seu lado toda a história da medicina do Paraná. “Poderão entender o quanto e como os colegas de antigamente evoluíram para que tivessem as ferramentas e oportunidades que têm hoje”, diz, acrescentando que o novo espaço terá uma utilidade ímpar na formação destes profissionais.

As visitas ao museu  devem ser agendadas com funcionamento de segunda a sábado, das 10 às 19 horas. Acontecendo de hora em hora, as visitas serão guiadas por historiadores que atuam no hospital com duração de até 1 hora e meia, com direito a vídeos explicativos em cada uma das salas ambientes, numa experiência multimídia.

Fonte:(bemparaná)


 

 

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