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10 INVENÇÕES BRASILEIRAS RECONHECIDAS NO EXTERIOR - 05.12.2018

Balão de ar quente - Em agosto de 1709, o padre brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão convocou a Corte portuguesa para conhecer seu mais novo experimento. Um objeto capaz de deslizar pela atmosfera sem apoio nenhum. Foram três tentativas até o padre conseguir provar o sucesso da invenção: a “passarola” ergueu-se lentamente, caindo apenas quando esgotada sua chama.

Escorredor de arroz - No ano de 1959, Therezinha Zorowich percebeu que o uso de bacias e peneiras para higienizar os grãos era ineficiente – quando o arroz era jogado na peneira, muitos dos grãos caíam na pia e entupiam o ralo – e decidiu acoplar os dois objetos. O utensílio foi patenteado pela Trol S/A, indústria de brinquedos, e a inventora recebeu os royalties por 15 anos. Ainda hoje está em toda cozinha.

Soro polivalente - Vital Brasil, um médico de Minas Gerais, continuou o trabalho do francês Albert Calmette, que inventou o primeiro soro antiofídico, em 1894. Em 1901, o brasileiro conseguiu criar um soro capaz de tratar mais de um tipo de mordida – particularmente importante quando a cobra não pode ser identificada, o que é comum. Também criou soros contra escorpiões e aranhas.

Biodiesel - Em 1893, a primeira demonstração do motor de Rudolph Diesel usou óleo de amendoim. Mas isso nunca se tornou uma indústria. Em 1977, um brasileiro, o engenheiro químico Expedito Parente, percebeu que a produção de álcool não diminuiria a dependência do país em relação ao petróleo. Assim criou um processo para produzir o combustível vegetal em larga escala. A patente venceu sem que ganhasse um centavo.

Vale-tudo - No século 20, os irmãos Carlos e Hélio Gracie, de Belém, usaram as técnicas do jiu-jítsu para criar uma nova modalidade de luta. Misturando táticas de outras categorias, e com poucas regras, originou-se o vale-tudo. Como não segue um único estilo, um lutador de jiu-jítsu poderia enfrentar um lutador de muay thai. No exterior, foi rebatizado de MMA – mixed martial arts, “artes marciais mescladas”. Os brasileiros mantêm forte presença.

Transmissão automática - O primeiro sistema, criado pelo canadense Alfred Horner Munro, em 1923, não funcionou na prática. O projeto era baseado em ar comprimido e nunca funcionou direito. A solução veio em 1932, com o projeto dos brasileiros José Araripe e Fernando Lemos que apresentava o câmbio hidramático. O projeto foi vendido para a General Motors e introduzido na marca Oldsmobile.

Abreugrafia - A microfotofluorografia é um método expresso de identificar tuberculose, câncer e outros problemas pulmonares. Criada por Manuel Dias de Abreu, um pneumologista brasileiro, diante de uma epidemia de tuberculose que provocou inúmeras mortes. Com a invenção de Abreu, tornou-se possível evitar o contágio através de testes em massa. Além de barato, o método é eficaz, e foi levado para outros países, recebendo diversos nomes.

Chuveiro elétrico - Em 1940, o engenheiro Francisco Canhos criou o primeiro chuveiro automático, que liga por uma membrana ativada pelo fluxo de água. Sem o contato do usuário com o circuito elétrico, o aparelho é seguro.

Escova progressiva - Criado nos salões do Rio de Janeiro por uma cabeleireira (ou cabeleireiro) desconhecida,

O tratamento dura de três a seis meses e virou um sucesso mundial. O produto usado no alisamento, porém, sempre foi alvo de polêmicas. Em excesso, o formaldeído pode causar danos graves ao couro cabeludo e ao corpo em geral, como desmaios, irritação nos olhos e enjoos.

Walkman - Lançada em 1979, a invenção da Sony permitiu que o mundo pudesse vivenciar novos meios de escutar música. Mas a ideia para um aparelho de som portátil foi patenteada antes pelo brasileiro Andreas Pavel. Em 1972, ele criou o stereobelt – um aparelho preso por um cinto. Os executivos rejeitaram a ideia, dizendo que as pessoas achariam estúpido andar por aí com fones de ouvido. Pavel recebeu os royalties em 2003, após uma luta exaustiva na Justiça.

Em 12 de novembro de 1906, Santos Dumont fez o seu famoso primeiro voo de 220 metros de 14 Bis, pelo qual ganharia um prêmio do Aeroclube da França, o recordista mundial. Um prêmio que foi simbolicamente arrancado de suas mãos quando, menos de 2 anos depois, os Irmãos Wright finalmente apresentaram seu invento ao público na mesma França, mostrando que era impossível que os voos de 1905 e 1903 fossem simplesmente farsas, como se acreditava. Outro grande possível injustiçado é o padre Landell de Moura, que fez uma demonstração de voz por rádio quase um ano antes da primeira reconhecida.

(aventurasnahistoria.uol.com.br)

 

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