Acompanhe ao vivo a sua rádio

143 milhões de pessoas em breve se tornarão migrantes climáticos - 19.10.2018

Mudanças climáticas afetarão principalmente os mais pobres atesta relatório do Banco Mundial. As mudanças climáticas transformarão mais de 143 milhões de pessoas em “migrantes climáticos”, que deverão fugir de perdas de colheita, escassez de água e aumento do nível do mar, concluiu um novo estudo do Banco Mundial.

A maior parte dessa mudança populacional acontecerá na África subsaariana, no sul da Ásia e na América Latina, três “zonas superaquecidas” que representam 55% da população dos países em desenvolvimento.

O aumento do nível do mar já está causando a migração de pessoas vindas de cadeias de ilhas no Pacífico e na Oceania, e de áreas baixas costeiras que alagam regularmente. Áreas que sofrem com estiagens também já conduzem outros a buscarem áreas de cultivo sustentáveis. Boa parte dessa próxima migração levará as populações das áreas rurais para as áreas urbanas durante as próximas três décadas. Não surpreende, portanto, que as pessoas mais pobres nos países mais pobres serão as mais impactadas, diz o estudo.

O estudo escolheu três países como estudos de caso: Etiópia, Bangladesh e México, e advertiu que cidades com crescimento acelerado terão de se diversificar economicamente, além de criar empregos resistentes às alterações climáticas e que possam absorver o crescimento populacional.

Uma menor precipitação nas montanhas no norte da Etiópia, por exemplo, pode levar pessoas a saírem do país em busca de novas áreas onde continuar seus cultivos que dependem da chuva. E a falta de chuvas em Addis Abeba, a maior cidade da Etiópia, pode diminuir seu crescimento.

Por outro lado, o aumento do nível do mar e de temporais estimulará o crescimento das maiores cidades de Bangladesh, incluindo de sua capital, Daca. O estudo prevê que Bangladesh sofrerá com mudanças e deslocamento de sua população devido às mudanças climáticas mais do que com qualquer outro acontecimento.

O México, país mais rico entre o trio descrito, encontra-se menos vulnerável às mudanças climáticas e melhor preparado do que a Etiópia e Bangladesh. Mas ele “precisa prestar bastante atenção aos bolsões de pobreza”, dizem os autores do estudo. O planalto central próximo à Cidade do México e à Cidade da Guatemala, que oferece melhores condições climáticas, pode atrair migrantes climáticos.

Contatos

Telefone: 41 3086.0957

Email: ouvinte@95fmcuritiba.com.br

Redes sociais