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Farra do Boi é proibida porém comum em Santa Catarina - 31.03.2018

A Farra de Boi, prática ilegal e corriqueira, consiste em soltar o animal em local ermo e fazê-lo perseguir os participantes da prática, que agridem o boi com objetos.

O evento só acaba quando o bicho já está exausto e machucado a ponto de não mais se levantar. Acabam frequentemente sacrificados, e muitas vezes os animais fogem em direção ao mar e se afogam.

A diversão sangrenta persiste há quase 300 anos no Sul do Brasil.

O período entre a Sexta-feira Santa e o Domingo de Páscoa concentram a maior parte dos episódios. Desde o início da Quaresma foram registradas oito ocorrências.

Herança do catolicismo antigo, o boi é visto na Farra como a representação de Judas, o traidor de Cristo. A simbologia religiosa é a carta branca para que os farristas cometam sem culpa quaisquer atrocidades, mesmo que a Igreja Católica se oponha duramente contra a prática, que alega ser pagã.

A tradição controversa acabou proibida há 21 anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros consideraram a prática "intrinsecamente cruel". A lei de Crimes Ambientais prevê prisão de até um ano para quem se envolva na Farra. Ainda assim, a manifestação é rotineira no litoral catarinense.

Há quem banque a Farra para ganhar o apoio e a simpatia da comunidade. De acordo com a presidente da Comissão de Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil/SC, alguns bois são doados para a prática por políticos, comerciantes ou mesmo por traficantes locais.

(FonteBBC)

 

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