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A árvore mais solitária da Terra pode virar um marco geológico - 02.03.2018

A espécie  Picea sitchensis, cuja madeira é conhecida por ser usada na confecção de violões e se assemelha a uma árvore de Natal, na verdade, pode representar muito mais que uma planta que se destaca sozinha em uma ilha remota.

Localizada em Campbell Island, na Nova Zelândia, a árvore tem traços de radioatividade em decorrência de testes com bombas termonucleares feitos nos anos 1950 e 1960. E, por isso, está sendo considerada por especialistas como candidata para representar o marco geológico do Antropoceno, ou seja, do novo período da história geológica da Terra caracterizado pelo momento em que os humanos tomaram controle do planeta.

Há um movimento na comunidade acadêmica para escolher um marco para a chamada "grande aceleração", período em que os impactos humanos no mundo se intensificaram repentinamente e se tornaram globais. Isso aconteceu depois da 2ª Guerra Mundial (1939-1945) e um dos exemplos mais marcantes é a produção de plástico em larga escala.

A árvore mais próxima está a 200 quilômetros, em outra ilha a noroeste, de acordo com os especialistas.

Estudiosos da universidade australiana fizeram um furo fino para acessar a parte central do tronco da árvore, que possui anéis de crescimento bem largos e delimitados, para examinar a composição química da madeira.

Eles encontraram um aumento significativo na quantidade de carbono-14, elemento usado para determinar a idade de fósseis, na parte do anel que representa a segunda metade de 1965.

Identificaram um pico da forma radioativa do elemento e, para eles, isso se trata de um sinal inequívoco dos testes nucleares que ocorreram no período pós-guerra.

(Fonte:BBC)

 

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