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Músicas-chiclete? A Ciência explica - 12.07.2017

Estudos na área de neurociência e psicologia encontraram certos elementos em comum nas chamadas "músicas-chiclete",  aquelas que agradando ou não, grudam na cabeça.

"A música ativa as áreas do cérebro relacionadas com sons e movimentos, mas também as associadas às emoções e recompensas", explica Jessica Grahn, cientista da Universidade do Oeste de Ontario, no Canadá, à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Especialista em estudos ligados à música, Grahn conta que as canções que geram maior comunicação entre as áreas do cérebro ligadas ao som e às emoções são as que mais agradam.

Não há uma fórmula mágica, mas certos elementos funcionam como "guloseimas" para o cérebro.

Psicólogos e cientistas chamam canções-chiclete de "vermes de ouvido". O termo foi criado por James Kellaris, compositor e professor de marketing da Universidade de Cincinnati, nos EUA, e cujos estudos têm como tema a influência da música sobre consumidores.

Kellaris argumenta que os "vermes" são normalmente canções repetitivas e pouco complexas seja em ritmo, letra ou ambos.

Mas outra característica é justamente que a canção conte com elementos inesperados, como um compasso irregular ou um padrão de melodia pouco usual.

"Despacito tem elementos de um 'verme'. É animada, simples, repetitiva e tem um ritmo pegajoso", diz Kellaris.

Mas o especialista americano menciona outros elementos que ajudam a explicar o sucesso, como o atraente vídeo ou o nível de exposição que as pessoas tiveram à canção.

O êxito é inegável: Despacito já encabeçou as paradas de sucesso em 45 países e se tornou a primeira canção em espanhol a chegar ao posto de número da revista americana de música Billboard desde 1996, quando Macarena tomou o mundo de assalto.

Quem nunca ficou com o funk Malandramente grudado na cabeça nos últimos meses? Ou então Ai Se eu Te Pego, de Michel Teló, há alguns anos?

Difícil voltar de alguma academia e não ficar com Sorry, de Justin Bieber, "martelando" em seus ouvidos horas depois da sessão de exercícios. Outros, mais saudosistas, podem até se lembrar da época de ouro de Tieta, de Luis Caldas.

Uma pesquisa da Universidade de Durham também tentou detectar as piores músicas-chiclete citadas pelos voluntários.

Bad Romance, de Lady Gaga, foi apontada como a pior delas, a canção com mais alto nível de "infecção". Além do hit de Lady Gaga, os voluntários da pesquisa britânica também apontaram outras canções grudentas que podem ser tão perigosas como Bad Romance. Entre elas estão Don't Stop Believing, do Journey, Somebody that I Used to Know, de Gotye e até Bohemian Rhapsody, do Queen.

(Fonte:BBC)

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